De onde vem então tua alegria, ó grande Paulo? De onde vem tua alegria, de que te alimentas, ó homem, renovado pelo conhecimento de Deus, à imagem daquele que te criou, alma viva de tão grande continência, língua alada que fala mistérios? É certamente a tais almas que se deve este alimento. Que é o que te alimenta? A alegria. Ouçamos o que se segue: “Contudo, fizestes bem ao partilhar de minhas tribulações.” Disto se alegra, disto se alimenta: de que eles fizeram o bem, não de que sua angústia foi aliviada. Ele te diz: “Na tribulação me dilataste”, porque sabe ter abundância e sofrer penúria em ti, que o confortas. “Sabeis, ó filipenses”, diz ele, “que nos primeiros tempos de minha pregação do Evangelho, quando deixei a Macedônia, nenhuma Igreja me assistiu com seus bens em razão do dado e do recebido, com exceção de vós somente, que também a Tessalônica, uma e outra vez, mandastes com que atender às minhas necessidades.” Alegra-se agora por eles voltarem a essas boas ações, felicitando-se por terem eles reflorescido como campo que torna a encontrar sua fertilidade.
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