Nutrem-se com esses alimentos os que neles encontram sua alegria; não encontram neles alegria os homens cujo deus é o ventre. Porque, nos que oferecem essas coisas, o fruto não é o que dão, mas o espírito com que dão. Por isso, quanto àquele que servia a Deus, não a seu ventre, vejo claramente de onde vem sua alegria; vejo, e muito me alegro com ele. Ele acabava de receber os presentes que os filipenses lhe tinham mandado por intermédio de Epafrodito. Vejo bem a razão de sua alegria. E é disso que se alimenta, porque ele diz com verdade: “Alegrei-me muito no Senhor, porque enfim refloresceu vosso zelo por mim; zelo que já tínheis, mas de que vos tinha tomado o fastio.” Os filipenses, portanto, tinham murchado por um longo fastio, e como que haviam secado para esse fruto da boa obra; e, se Paulo se alegra, é por eles, porque refloresceram, e não por si, porque lhe socorreram a indigência. Porque ele diz em seguida: “Não é por causa de minhas necessidades que falo assim; aprendi a me contentar com o que tenho. Sei acomodar-me às privações e sei viver na abundância. Em tudo e por tudo habituei-me à saciedade e à fome, à abundância e à penúria. Tudo posso naquele que me dá forças.”
Remover destaque