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Seria acaso por causa de suas necessidades, por ter dito “mandastes com que atender às minhas necessidades”? Seria este o motivo de sua alegria? Não é por isso. E como o sabemos? Porque ele diz em seguida: “Eu não procuro o dom, mas o fruto.” Ele aprendeu de ti, meu Deus, a distinguir entre o dom e o fruto. O dom é a própria coisa dada por aquele que acode as nossas necessidades; é o dinheiro, a comida, a bebida, a roupa, um abrigo, um auxílio. O fruto é a vontade boa e reta do doador. Porque o bom Mestre não se limita a dizer: “Aquele que receber um profeta”, mas acrescenta: “na qualidade de profeta”. Ele não se limita a dizer: “Aquele que receber um justo…”, mas acrescenta: “na qualidade de justo”. Porque somente assim um receberá a recompensa de um profeta e o outro a de um justo. Ele não diz apenas: “Aquele que der um copo de água fresca a um de meus pequeninos”, mas acrescenta: “em sua qualidade de discípulo”. E prossegue: “Na verdade vos digo: este não perderá sua recompensa.” Dom é receber o profeta, receber o justo, dar um copo de água fresca a um discípulo; fruto é fazer isso em consideração de sua qualidade de profeta, de justo, de discípulo. É com essa espécie de frutos que Elias era alimentado pela viúva: ela sabia que dava de comer a um homem de Deus, e é por isso que o alimentava. Quanto aos alimentos que lhe eram levados pelo corvo, estes não passavam de um dom, e não era o Elias interior, mas o exterior, que se alimentava — aquele que poderia perecer pela falta de tal alimento.

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