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Porque a um é dada por teu Espírito a palavra de sabedoria, luminar maior para os que encontram suas delícias na luz de uma verdade clara como nas primeiras horas do dia; a outro dás, pelo mesmo Espírito, a palavra de ciência, luminar menor; a outro a fé; a outro o poder de curar; a outro o dom dos milagres; a outro a graça da profecia; a este o discernimento dos espíritos, àquele o dom das línguas. E todos esses dons, como estrelas, são obra de um só e mesmo Espírito, que divide a cada um seus dons como quer, e que faz aparecer e brilhar esses astros para o bem comum. Mas a palavra de ciência, em que estão encerrados todos os mistérios, que variam de acordo com os tempos como a lua, e os outros dons de que falei ao compará-los com as estrelas diferem a tal ponto desse brilho de sabedoria, de que goza aquele dia de que falei, que pertencem ao começo da noite. Contudo, tais dons são necessários para esses homens, a quem teu prudentíssimo servo não se pôde dirigir como a espirituais, mas como a carnais, ele que prega a sabedoria entre os perfeitos. Quanto ao homem animal, que, semelhante a um menino em Cristo, só bebe leite até adquirir forças para tomar alimento sólido e firmar a vista para fitar o sol, que este não tenha deserta a sua noite, mas saiba contentar-se com a luz da lua e das estrelas. Eis o que nos ensinas, nosso Deus, perfeitamente sábio, em teu Livro, que é teu firmamento, para que distingamos todas as coisas em contemplação admirável, embora ainda em sinais, e em tempos, e em dias, e em anos.

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