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Mas antes lavai-vos, purificai-vos, arrancai o mal de vossas almas e de diante de meus olhos, para que se mostre a terra seca. Aprendei a fazer o bem, sede justos para com o órfão e defendei a viúva, a fim de que a terra produza erva tenra e a árvore frutífera. Vinde e disputemos, diz o Senhor, para que se façam luminares no firmamento do céu e brilhem sobre a terra. Aquele rico perguntava ao bom Mestre que deveria fazer para ganhar a vida eterna. Que o bom Mestre lhe responda — ele, que o rico julgava um homem e nada mais; mas é bom porque é Deus. Que lhe diga: se quer chegar à vida, observe os mandamentos, afaste de si a amargura da malícia e da perversidade, não mate, não cometa adultério, não roube, não preste falso testemunho, a fim de que se mostre a terra seca e germine a honra do pai e da mãe e o amor do próximo. “Tudo isso já fiz”, diz o rico. De onde vêm pois tantos espinhos, se a terra é frutífera? Vai, arranca os espessos silvados da avareza, vende teus bens, enche-te de frutos dando aos pobres, e possuirás um tesouro nos céus; segue o Senhor se queres ser perfeito, junta-te àqueles entre os quais fala a sabedoria aquele que sabe o que distribuir ao dia e à noite, para que também tu o saibas, e para que também para ti se façam luminares no firmamento do céu. Isso não acontecerá se teu coração não estiver ali; e teu coração não estará ali se ali não estiver teu tesouro, como ouviste do bom Mestre. Mas a terra estéril se entristeceu, e os espinhos sufocaram a palavra.

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