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Que isso faça com que a alma compreenda que em sua peregrinação terrestre se afastou de ti, se já tem sede de ti, se suas lágrimas se tornaram seu pão, quando todos os dias lhe dizem: “Onde está teu Deus?” Se ela já te pede uma só coisa e por ela anseia, que é habitar em tua morada todos os dias de sua vida — e que é sua vida, senão tu? E que são teus dias, senão tua eternidade, que, como teus anos, não passam, porque és sempre o mesmo? Que isso, digo, faça compreender a alma, se possível, como tua eternidade transcende todos os tempos, pois tua morada, que não se afastou de ti, embora não te sendo coeterna, graças à sua incessante e indefectível união contigo, não padece em nada as vicissitudes do tempo. Essa verdade me é clara em tua presença; faze, te peço, com que ela se me torne cada vez mais clara, e que ao abrigo de tuas asas eu persevere sóbrio nessa evidência.

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