Vejo claramente não sei que matéria informe nessas transformações das coisas baixas e ínfimas. Mas quem, salvo o insensato, cujo espírito vagabundo rola de quimera em quimera à mercê de seus fantasmas, quem, salvo esse insensato poderá dizer-me que, se toda forma fosse destruída, abolida, restando apenas esta matéria sem forma, graças à qual as coisas se transformam e passam de uma forma para outra, ela poderia produzir as vicissitudes do tempo? Isso lhe seria absolutamente impossível, porque sem variedade de movimentos não existe tempo; e não há variedade onde não há forma.
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