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Também disseste, Senhor, a altas vozes, no ouvido interior de minha alma, que essa criatura, cujo único prazer és tu, não te é coeterna, que goza de ti em união casta e duradoura, sem trair em nenhum lugar ou tempo sua natureza mutável; que, conservando-se sempre em tua eterna presença, e unida a ti com todo o seu amor, não tem futuro que aguarde, nem traslada ao passado o que recorde; por nenhuma vicissitude varia, nem se distende em tempo algum. Criatura feliz, se existe, por estar assim unida à tua felicidade, feliz de ser eternamente habitada e iluminada por ti! Não encontro nada a que convenha melhor, segundo me parece, a expressão céu do céu, que pertence ao Senhor, que a tua casa, que contempla tuas delícias sem nenhum desfalecimento que a faça sair para outra coisa; mente pura, concordissimamente una pela firmeza da paz dos santos espíritos, cidadãos de tua cidade nos céus, acima destes céus.

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