Já me disseste, Senhor, a altas vozes ao ouvido de minha alma, que és eterno, e que só tu possuis a imortalidade, porque não mudas nem de forma nem de movimento, e tua vontade não varia com os tempos, porque a vontade que muda não é imortal. Esta verdade é clara para mim em tua presença. Faze, te peço, com que ela se torne para mim cada vez mais clara, e que ao abrigo de tuas asas eu persevere sóbrio nessa evidência. Também disseste, Senhor, a altas vozes a meu ouvido interior, que todas as naturezas, todas as substâncias que não são o que és, mas que existem, tu as fizeste; que só o nada não procede de ti, assim como o movimento de uma vontade que se afasta de ti, Ser supremo, para seres inferiores, porque esse movimento é falta, é pecado; que, enfim, nenhum pecado te causa dano nem perturba a ordem de teu império, superior ou inferior. Essa verdade é clara para mim em tua presença. Faze, eu te peço, com que ela se me torne cada vez mais clara, e que ao abrigo de tuas asas eu persevere sóbrio nessa evidência.
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