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Ó Verdade, luz de meu coração, faze com que não me falem as minhas trevas. Deixei-me escorrer para essas coisas e me obscureci; mas daqui, sim, daqui mesmo, eu te amei ardentemente. Andei errante, mas me lembrei de ti. Ouvi tua voz que, atrás de mim, me dizia que voltasse; mas dificilmente podia escutá-la, por causa do tumulto de minhas paixões insatisfeitas. E agora eis que, ardente e anelante, volto à tua fonte. Que ninguém mo proíba: beberei de tua água, e então hei de viver. Que não seja eu minha própria vida! Vivi mal por mim mesmo, fui morte para mim mesmo. Em ti eu revivo! Fala-me, ensina-me. Creio em teus livros, e tuas palavras encerram profundos arcanos.

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