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E assim nos convidas a compreender o Verbo, que é Deus junto de ti, que também és Deus, palavra pronunciada eternamente e na qual tudo é pronunciado eternamente. Não é uma sequência de palavras, ou uma palavra que termina e é seguida por outra, de modo que no fim tudo possa ser dito; mas tudo é dito ao mesmo tempo e eternamente. Do contrário, haveria tempo e mudança, e não a verdadeira eternidade nem a verdadeira imortalidade. Isto eu o sei, meu Deus, e por isso te dou graças. Eu o sei, eu te confesso, Senhor; e o sabe comigo, e te bendiz, quem quer que não seja ingrato à Verdade certa. Sabemos, Senhor, sabemos que não existir mais depois de ter existido, ou passar a existir quando ainda não se existia é morrer e nascer. Em teu Verbo, pois, verdadeiramente imortal e eterno, nada cede lugar nem sucede. Por isso é por teu Verbo, que te é coeterno, que dizes simultânea e eternamente tudo o que dizes e que existe tudo o que mandas que exista. Não crias de outro modo senão dizendo; todavia as criaturas criadas por tua palavra não chegam à existência todas ao mesmo tempo nem de toda a eternidade.

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