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Mas eis, ó Verdade, que vejo em ti que devo ser sensível aos louvores que me prodigalizam, não em meu interesse, mas no interesse do próximo. Não sei se é este o meu caso, pois neste assunto conheço menos a mim mesmo do que a ti. Suplico-te, meu Deus, que me reveles a mim mesmo, a fim de que eu possa confessar a meus irmãos dispostos a orar por mim, quanto achar em mim de ferido. Que eu me interrogue de novo com mais diligência. Se é verdadeiramente o interesse do próximo que me move quando me louvam, por que sou menos sensível ao vitupério injustamente feito a um outro do que se o fosse a mim? Por que a mordedura de uma ofensa me faz sofrer mais do que injúria igualmente injusta feita a uma outra pessoa diante de mim? Acaso também ignoro isto? Deveria então dizer que me iludo, e que meu coração e minha língua traem diante de ti a verdade? Afasta de mim, Senhor, esta loucura, para que minha boca não seja para mim óleo de pecador a ungir minha cabeça.

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