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Ó luz que via Tobias quando, com os olhos fechados, mostrava ao filho o caminho da vida, caminhando à sua frente com os pés da caridade, sem jamais se perder! Luz que via Isaac, quando seus olhos carnais, entorpecidos e velados pela velhice, mereceram não abençoar a seus filhos reconhecendo-os, mas reconhecê-los abençoando-os! Luz que via Jacó quando, também ele privado da vista pela idade avançada, irradiou com o coração luminoso sobre as gerações do povo futuro, prefiguradas em seus filhos, e impôs a seus netos, os filhos de José, as mãos misticamente cruzadas, não como desejava dispô-las o pai, que via com os olhos exteriores, mas de acordo com seu discernimento interior! Eis a verdadeira luz; ela é una, e todos os que a veem e amam formam um único ser. Quanto a esta luz corporal, de que falava, ela tempera com sedutora e perigosa doçura a vida do século para seus cegos amantes. Mas os que nela sabem encontrar motivos para te louvar, Deus, criador do Universo, assumem-na em teu hino, e não são por ela consumidos em seu sono. É assim que desejo ser. Resisto às seduções dos olhos, para que não se enredem os pés com que ando em teu caminho, e elevo para ti olhos invisíveis, para que libertes meus pés de seus laços. Tu sempre os libertas, pois se enredam. Tu não cessas de libertá-los, e eu me deixo prender a cada passo nas insídias espalhadas por toda parte, porque não dormirás nem dormitarás, tu, que guardas Israel.

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