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Resta ainda o prazer destes olhos carnais. Gostaria que os ouvidos fraternos e piedosos de teu templo escutassem a confissão que vou fazer, terminando assim com as tentações da concupiscência da carne, que ainda me incitam, a despeito de meus gemidos e dos desejos de ser revestido de meu tabernáculo, que está no céu. Meus olhos amam as formas belas e variadas, as cores brilhantes e agradáveis. Oxalá elas não me prendessem a alma! Oxalá só a prendesse o Deus que criou coisas tão excelentes: ele é meu bem, e não elas. Todos os dias, enquanto estou acordado, elas me tocam, e não me é dado descanso delas, como me é dado das vozes canoras, e às vezes de todos os sons, no silêncio. A própria rainha das cores, esta luz que inunda tudo o que vemos, onde quer que eu esteja durante o dia, insinua para mim de mil modos suas carícias, mesmo quando estou ocupado em outra coisa e não lhe dou atenção. E ela se insinua tão fortemente que, se de repente no-la arrebatam, nós a desejamos, nós a procuramos, e se sua ausência se prolonga, nossa alma se entristece.

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