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O dia me traz nova miséria, e oxalá que ela lhe baste! Comendo e bebendo, reparamos as perdas cotidianas de nosso corpo, até o momento em que destruirás o alimento e o estômago, matando minha indigência por uma maravilhosa saciedade e revestindo este corpo corruptível de eterna incorrupção. Mas agora essa necessidade me é grata, e luto contra essa doçura para não me deixar prender; é uma guerra cotidiana que sustento pelo jejum, reduzindo muitas vezes meu corpo à escravidão. Mas minhas dores são repelidas pelo prazer, porque a fome e a sede são dores: queimam e matam como a febre se os alimentos não lhes dão remédio. Mas como esse remédio está sempre à nossa disposição, graças ao consolo de teus dons, que põem à disposição de nossa fraqueza a terra, a água e o céu, nossas misérias merecem a nossos olhos o nome de delícias.

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