Mas onde, então, e quando experimentei minha vida feliz, para dela me lembrar, para amá-la, desejá-la? Não sou eu apenas ou alguns os que a desejam; mas todos, absolutamente todos, queremos ser felizes. Se não a conhecêssemos com conhecimento certo, não a quereríamos com vontade tão certa. Que significa isto: se perguntarmos a dois homens se querem alistar-se no exército, talvez um responda afirmativamente e o outro negativamente. Mas, perguntemos se desejam ser felizes, e ambos responderão afirmativamente, sem nenhuma hesitação. E um, desejando alistar-se, e o outro, recusando-se, obedecem igualmente a este desejo de felicidade. Um gosta disto, outro daquilo, mas ambos concordam em ser felizes, como concordariam respondendo afirmativamente a quem lhes perguntasse se desejariam estar alegres. Essa alegria é o que eles chamam de felicidade. E assim, embora um siga por um caminho e outro por outro, a finalidade de todos é uma só: a alegria. Como a alegria é um sentimento do qual ninguém se pode dizer inexperiente, nós a encontramos em nossa memória e a reconhecemos ao ouvir pronunciar o nome felicidade.
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