Mas com que fruto desejam ouvir-me? Por acaso desejam congratular-se comigo, ao ouvir quanto me aproximei de ti por tua graça, e orar por mim, ao ouvir quanto me retardei por culpa de meu peso? Mostrar-lhes-ei quem sou, porque não é pequeno fruto, Senhor meu Deus, que sejam muitos os que te deem graças por mim, e que muitos te roguem por mim. Possa o coração de meus irmãos amar em mim o que ensinas a amar e deplorar em mim o que ensinas a deplorar! Mas esses sentimentos eu só os desejo em uma alma irmã, e não em almas estranhas, ou nesses filhos espúrios, cuja boca fala vaidade, e cuja direita é a direita da iniquidade; mas naquela alma fraterna que, quando me aprova, se alegra por mim, e quando me reprova se aflige por mim, porque, quer me aprove, quer me reprove, me ama. É a estes que me darei a conhecer. Que eles respirem vendo minhas boas ações e suspirem à vista de meus pecados. Meus bens são tuas obras e teus dons; meus males são meus pecados, objetos de teus juízos. Respirem pelo bem e suspirem pelo mal, e que subam a ti hinos e lágrimas desses corações fraternos, que são os teus turíbulos. E tu, Senhor, que te deleitas com a fragrância de teu santo templo, compadece-te de mim, segundo tua grande misericórdia, por amor de teu nome; e, como jamais abandonas uma obra começada, aperfeiçoa em mim o que há de imperfeito.
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