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Este é o fruto que espero de minhas confissões, não do que fui, mas do que sou. Quero me confessar não apenas diante de ti, com secreta alegria mesclada de temor e com secreta tristeza mesclada de esperança, mas também aos ouvidos dos filhos crentes dos homens, companheiros de minha alegria e consortes de minha mortalidade, meus concidadãos que, como eu, peregrinam neste mundo, quer dos que me precederam, quer dos que me seguem ou me acompanham. Estes são teus servos, meus irmãos, que tu quiseste fossem filhos teus e meus senhores, e a quem me mandaste servir se quero viver contigo e de ti. Mas esta ordem teria sido de pouco proveito para mim, se teu Verbo a tivesse dado apenas com palavras e não tivesse mostrado o caminho com a obra. Por isso eu o imito pela ação e pela palavra, e o faço debaixo de tuas asas, com perigo enormemente grande, se debaixo de tuas asas minha alma não te estivesse sujeita, e minha fraqueza não te fosse conhecida. Sou uma criança, mas meu Pai vive eternamente, e é o tutor que me convém; ele é ao mesmo tempo o que me gerou e o que me protege. Tu és todo o meu bem, tu, o Todo-Poderoso, que estás comigo mesmo antes de eu estar contigo. Dar-me-ei, pois, a conhecer a estes, a quem mandas que sirva, não como fui, mas como já sou agora, e como continuo a ser. Mas não quero julgar-me a mim mesmo. Assim é que desejo ser ouvido.

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