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E como nossa conversa chegasse à conclusão de que qualquer prazer dos sentidos carnais, por maior que seja, e por mais brilhante que seja o esplendor sensível que o cerca, diante da felicidade daquela vida não parecia digno não só de comparação, mas nem sequer de menção, elevando nosso espírito para mais alto, com um movimento mais ardente, em direção ao Ser por excelência, percorremos umas após outras todas as criaturas corporais, até o próprio céu, de onde o Sol, a Lua e as estrelas lançam sobre a Terra sua luz. E ainda subíamos mais para o interior, meditando, falando e admirando tuas obras; e chegamos às nossas mentes, e fomos além delas, a fim de atingir a região da abundância inesgotável, onde apascentas eternamente a Israel com o pasto da verdade, lá, onde a vida é a sabedoria, pela qual se fazem todas estas coisas, as que foram e as que hão de ser; ela mesma, porém, não se faz: é como foi, e assim será sempre. Antes, nela não há nem passado nem futuro: ela apenas é, porque é eterna; mas ter existido ou haver de existir não é ser eterno. E enquanto falávamos dessa sabedoria, e suspirávamos por ela, chegamos a tocá-la de leve com todo o impulso de nosso coração; e suspirando, e deixando ali prisioneiras as primícias de nosso espírito, voltamos ao ruído de nossos lábios, onde a palavra tem princípio e fim. E que há de semelhante a teu Verbo, nosso Senhor, que permanece em si sem envelhecer e renova todas as coisas?

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