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Por fim, chegou o dia em que também de fato me libertaria da profissão de retórico, da qual já em pensamento me libertara. Assim aconteceu. Livraste minha língua de onde já havias tirado meu coração. Eu te bendizia contente, e parti com todos os meus, a caminho da quinta de Verecundo. Os trabalhos literários que lá executei, já com o pensamento de te servir, mas ainda com a respiração ofegante do lutador durante uma pausa, ainda me ressentindo da soberba da escola, são atestados pelos livros nos quais anotava meus debates com meus amigos ou comigo mesmo em tua presença. Do que tratei com Nebrídio, então ausente, claramente o indicam minhas cartas. Mas quando encontraria bastante tempo para recordar todos os teus grandes benefícios para conosco, sobretudo nessa época de minha vida, pois tenho pressa para chegar a outros assuntos mais importantes? Porque me vem à memória — e me é doce confessá-lo, Senhor — a lembrança dos estímulos internos com que me domaste; o modo como aplanaste minha alma abatendo as colinas e montanhas de meus pensamentos; como endireitaste meus caminhos tortuosos e suavizaste minhas asperezas; como submeteste o próprio Alípio — o irmão de meu coração — ao nome de teu Filho único, Jesus Cristo, Senhor e Salvador nosso, nome que a princípio ele desdenhava ver inserido em nossos escritos, porque preferia que cheirassem como os cedros das escolas, já abatidos pelo Senhor, e não como as salutares ervas de tua Igreja, antídoto para o veneno das serpentes.

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