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Angustiava-se Verecundo por este nosso bem, porque, por causa de seus vínculos, que com extrema tenacidade o prendiam, se via abandonado por nossa companhia. Não era ainda cristão, embora sua esposa fosse fiel; mas justamente ela era a cadeia, mais estreita que todas, que o retardava do caminho que havíamos começado a trilhar, pois não queria ser cristão, dizia, senão daquele modo que justamente não podia. Contudo, com extrema bondade, pôs à nossa disposição sua propriedade no campo pelo tempo que nos aprouvesse. Tu, Senhor, haverás de recompensá-lo na ressurreição dos justos, porque já lhe deste essa mesma sorte. Porque, estando nós ausentes, já em Roma, atacado de uma enfermidade corporal, Verecundo saiu desta vida depois de se fazer cristão e fiel. Deste modo tiveste misericórdia não apenas dele, mas também de nós, para que, quando pensássemos no grande rasgo de generosidade que teve conosco este amigo, não nos víssemos transpassados de dor insuportável por não poder contá-lo entre os de tua grei. Graças te sejam dadas, ó Deus nosso! Somos teus: tuas exortações e consolos o indicam. Fiel cumpridor de tuas promessas, darás a Verecundo, em paga por nos ter oferecido sua propriedade de Cassicíaco, na qual descansamos em ti das angústias do século, a amenidade de teu paraíso eternamente verde, porque lhe perdoaste os pecados na terra, sobre a rica montanha, a tua montanha, a montanha da abundância.

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