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Além disso, nesse mesmo verão, devido ao excessivo trabalho didático, meus pulmões começaram a se ressentir: respirava com dificuldade, acusando-se a lesão pelas dores no peito e pela voz, que não saía clara ou prolongada. A princípio senti-me perturbado, vendo-me obrigado, quase já por necessidade, a depor o fardo daquele magistério, ou, caso pudesse curar-me e convalescer, certamente a interrompê-lo. Mas, quando nasceu em mim e se firmou a vontade plena de repousar e de ver que és o Senhor, então, tu o sabes, meu Deus, até comecei a me alegrar de que se me apresentasse também esta desculpa não mentirosa, com que pudesse moderar o sentimento das famílias, que por causa de seus filhos nunca me queriam ver livre. Cheio dessa alegria, esperava que se passasse aquele intervalo de tempo — talvez uns vinte dias —, mas foram dias suportados com coragem, porque já se retirara a cobiça que costumava carregar comigo o pesado encargo, e eu teria ficado esmagado, se a paciência não lhe sucedesse. Talvez algum de teus servos, meus irmãos, diga que nisso pequei, porque, estando já de coração inteiro em tua milícia, consenti em ficar sentado, ainda que fosse por uma hora, na cátedra da mentira. Não discutirei. Mas tu, Senhor misericordiosíssimo, acaso não me perdoaste e remitiste também este pecado com todos os demais, horrendos e cheios de morte, na água santa do batismo?

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