Então, marcando com o dedo, ou não sei com quê, fechei o livro e, com o rosto já tranquilo, revelei a Alípio o que se passara. Ele, por sua vez, me revelou o que acontecera com ele, e que eu ignorava. Pediu para ver o que eu tinha lido; mostrei-lhe, e ele prosseguiu a leitura. Eu ignorava o texto seguinte, que era este: “Recebei o fraco na fé”, palavras que aplicou a si mesmo e me comunicou. Fortificado por essa advertência, aderiu sem nenhuma perturbação nem hesitação a essa resolução e bom propósito, tão conforme a seus costumes, nos quais já de há muito se distanciava de mim, e para melhor. Entramos depois aonde estava minha mãe; damos-lhe a notícia: ela se alegra. Contamos-lhe como o caso se passara: ela exulta, triunfa e bendiz a ti, que és poderoso para dar-nos mais do que pedimos ou entendemos, porque via que lhe havias concedido, a meu respeito, muito mais do que constantemente te pedia com tristes gemidos e lágrimas. De tal forma me converteste a ti, que já não procurava esposa nem abrigava esperança alguma deste mundo, estando já naquela “regra de fé” na qual, tantos anos antes, me havias mostrado a ela. E assim converteste seu pranto em alegria, muito mais fecunda do que havia desejado, e muito mais cara e pura que a que podia esperar dos netos nascidos de minha carne.
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