E por isso lia também aí que a glória de tua natureza incorruptível havia sido adulterada em ídolos e simulacros vários, à semelhança da imagem do homem corruptível, das aves, dos quadrúpedes e serpentes, isto é, naquele manjar do Egito pelo qual Esaú perdeu sua primogenitura, porque teu povo primogênito, voltando o coração para o Egito, honrou em teu lugar a cabeça de um quadrúpede, inclinando sua alma, tua imagem, diante da imagem de um bezerro comendo feno. Foi o que encontrei nesses livros, mas não me alimentei dessas afirmações, porque agradou-te, Senhor, tirar de Jacó o opróbrio de sua inferioridade, a fim de que o maior servisse ao menor, chamando os gentios para tua herança. Também eu vinha dentre os gentios para ti, e pus minha atenção no ouro que quiseste que teu povo levasse do Egito, pois era teu onde quer que estivesse. E disseste aos atenienses, por boca de teu Apóstolo, que em ti vivemos, nos movemos e existimos, como alguns deles o disseram, e é deles que vinham os livros que me ocupavam. Mas não me fixei nos ídolos dos egípcios, aos quais ofereciam teu ouro os que mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo antes à criatura do que ao Criador.
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