Também neles li que o Verbo, Deus, não nasceu de carne nem de sangue, nem por vontade do homem, nem por vontade da carne, mas de Deus. Mas que o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, isso não o li naqueles livros. Igualmente achei nesses livros, dito de diversas e múltiplas maneiras, que o Filho, na forma do Pai, não considerou rapina o ser igual a Deus, porque o é por natureza. Mas que se aniquilou a si mesmo, tomando a forma de escravo, que se fez semelhante aos homens, sendo julgado homem por seu exterior; e que se humilhou, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz, pelo que Deus o ressuscitou de entre os mortos, e lhe deu um nome sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos no céu, na terra e no inferno, e toda língua confesse que o Senhor Jesus está na glória de Deus Pai, não o dizem aqueles livros. Neles se diz também que antes de todos os tempos e sobre todos os tempos, teu Filho único permanece imutável, coeterno a ti, e que de sua plenitude recebem as almas para serem felizes, e que, para serem sábias, elas são renovadas participando da sabedoria que permanece em si mesma. Mas que morreu, segundo o tempo, pelos ímpios, e que não perdoaste a teu Filho único, mas que o entregaste por todos nós, não se encontra ali. Porque escondeste estas coisas aos sábios e as revelaste aos humildes, a fim de que os sofredores e sobrecarregados viessem a ele e os reconfortasse, porque ele é manso e humilde de coração, e dirige os mansos no juízo e ensina aos mansos seus caminhos, vendo nossa humildade e nosso trabalho, e perdoando todos os nossos pecados. Mas aqueles que, elevando-se no coturno de uma doutrina como que mais sublime, não ouvem ao que lhes diz: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas”, embora conheçam a Deus, não o glorificam como a Deus, nem lhe dão graças, mas se desvanecem em seus pensamentos, e seu coração insensato se obscurece, e, dizendo que são sábios, se tornam néscios.
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