Pular para o conteúdo

Restabeleceste-me, pois, daquela doença, e salvaste, por então, quanto ao corpo, o filho de tua serva, a fim de teres a quem dar depois uma salvação melhor e mais segura. Em Roma juntei-me ainda com os que se diziam santos, falsos e enganadores, e não só convivia com os ouvintes entre os quais se contava o dono da casa em que eu adoecera e convalescera — mas também com os que se chamam eleitos. Ainda então me parecia que não éramos nós os pecadores, mas não sei que estranha natureza a que pecava em nós, razão pela qual minha soberba se deleitava em me considerar isento de culpa, e de modo algum obrigado a confessar meu pecado, quando agia mal, para que pudesses curar minha alma, que pecava contra ti. Antes, gostava de me desculpar, acusando a não sei que ser estranho que estava em mim, mas que não era eu. Mas, na verdade, eu era tudo aquilo, e minha impiedade me havia dividido contra mim mesmo. E o mais incurável de meu pecado era que não me considerava pecador, preferindo minha execrável iniquidade que fosses vencido em mim, para minha perdição, ó Deus onipotente, a que fosses vencedor de minha alma para minha salvação. Ainda não tinhas posto guarda diante de minha boca, nem porta de proteção ao redor de meus lábios, a fim de que meu coração não declinasse para as más palavras, nem buscasse desculpas para seus pecados, como os homens que obram iniquidade. Essa era a razão pela qual eu ainda mantinha relações de amizade com os eleitos dos maniqueus.

Remover destaque