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Por isso, não vejo como poderia sarar se minha morte em tal estado tivesse ferido as entranhas de seu amor. E onde estariam tantas orações, continuamente repetidas? Estariam em ti, somente em ti. Acaso tu, Deus das misericórdias, desprezarias o coração contrito e humilhado de uma viúva casta e sóbria, que frequentemente dava esmolas e servia obsequiosa a teus santos? Que em nenhum dia deixava de levar sua oblação a teu altar? Que ia duas vezes por dia — de manhã e à tarde — à tua Igreja, sem faltar jamais, e isto não para entreter-se em vãs conversações e cochichos de velhas, mas para te ouvir nos sermões, e para que a ouvisses em suas orações? Poderias desprezar as lágrimas de uma mãe que não te pedia nem ouro, nem prata, nem bem algum mutável e frágil, mas a salvação de seu filho? Poderias, ó Deus, a quem ela devia o ser o que era, poderias desprezá-la e negar-lhe teu auxílio? De nenhum modo, Senhor; pelo contrário, tu a assistias, e a escutavas, mas pelo modo assinalado por tua providência. Como poderias enganá-la naquelas visões e respostas, de algumas das quais já falei, e de outras que passei em silêncio, que ela guardava em seu coração fiel, e que te apresentava em suas orações contínuas como compromissos assinados por tua mão, e que devias cumprir. Porque te dignas — pois tua misericórdia dura para sempre — fazer-te, por tuas promessas, devedor daqueles a quem perdoas todas as dívidas.

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