Teria eu vinte e seis ou vinte e sete anos quando escrevi esses volumes, revolvendo dentro de mim apenas imagens corporais, cujo ruído aturdia os ouvidos de meu coração, os quais procurava eu aplicar — ó doce verdade! — à tua melodia interior, quando meditava sobre o belo e o conveniente. Meu desejo era estar diante de ti, e ouvir tua voz, e alegrar-me de alegria com a voz do esposo; mas não podia, porque as vozes de meu erro me arrebatavam para fora, e, com o peso de minha soberba, caía no abismo, pois ainda não davas gozo e alegria a meus ouvidos, nem exultavam meus ossos, porque ainda não haviam sido humilhados.
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