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Mas, meu Senhor e meu Deus, por que dediquei esses livros a Hiério, orador de Roma, a quem não conhecia de vista, mas amava pela fama de sua doutrina, que era grande, e por alguns ditos seus, que ouvira, e que me agradaram? Mas ele me agradava principalmente porque agradava aos outros, que o exaltavam com estupendos elogios, admirados de que um sírio, formado primeiro na eloquência grega, se tivesse tornado depois orador admirável também na latina, e grande conhecedor de todas as matérias relativas ao estudo da sabedoria. Assim, ouve-se louvar a um homem, e, embora ausente, começa-se a amá-lo. Será que o amor entra no coração do que ouve pela boca do que louva? De maneira alguma, mas o amor de um se inflama ao contato do amor do outro. Esta é a razão pela qual se ama ao que é louvado, porém, só quando se está persuadido de que o louvor vem de coração sincero ou, o que é o mesmo, quando o louvor é inspirado pelo amor.

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