Por isso, não cessava de consultar os impostores chamados matemáticos, porque não usavam em suas adivinhações de quase nenhum sacrifício, nem dirigiam preces a nenhum espírito, o que, contudo, a piedade cristã e verdadeira coerentemente repele e condena. Porque o bom é confessar-te a ti, Senhor, e dizer-te: tem misericórdia de mim, e cura minha alma, porque pequei contra ti, e não abusar de tua indulgência para pecar mais livremente, mas ter sempre presente a sentença do Senhor: “Eis-te curado: não peques mais, para que te não suceda algo pior” — palavras cuja eficácia pretendem os astrólogos destruir dizendo: “A necessidade de pecar vem dos céus; foram Vênus, Saturno ou Marte que fizeram isto”, e tudo para que o homem, que é carne, e sangue, e soberba podridão, fique sem culpa, e se atribua esta ao criador e ordenador do céu e das estrelas. E quem é este, senão tu, nosso Deus, suavidade e fonte de justiça, que dás a cada um de acordo com suas obras, e não desprezas o coração contrito e humilhado?
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