Pular para o conteúdo

Mas eu, miserável, deixando-te, converti-me em torrente, seguindo o ímpeto de minha paixão, e transgredi todos os teus preceitos, mas não escapei de teus flagelos. E que mortal o conseguiu? Porque sempre estavas a meu lado, irritando-te misericordiosamente comigo, e aspergindo com amargosíssimas contrariedades todos os meus gozos ilícitos, para que assim buscasse um deleite sem contrariedade e, onde pudesse encontrá-lo, nada achasse senão a ti, Senhor, a ti, que moldas a dor em preceito, e feres para sarar, e nos tiras a vida para que não morramos longe de ti. Mas onde estava eu? Oh! e quão longe, desterrado das delícias de tua casa naquele décimo sexto ano de minha idade carnal, quando empunhou seu cetro sobre mim, e eu me rendi totalmente a ela, a fúria da concupiscência, permitida pela degradação humana, porém, ilícita, de acordo com tuas leis. Nem mesmo os meus pensavam em livrar-me pelo casamento ao ver-me cair; cuidavam apenas de que eu aprendesse a compor discursos magníficos e a persuadir com a palavra.

Remover destaque