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Oh! Se alguém refreasse aquela minha miséria, convertendo em uso reto a fugaz beleza das criaturas inferiores, pondo limites às suas delícias, a fim de que as ondas daquela minha idade rompessem na praia conjugal, já que nelas não podia haver tranquilidade — tranquilidade contente com o fim de procriar filhos, como prescreve tua lei, Senhor, tu que formas o gérmen transmissor de nossa vida mortal, e que com mão doce podes suavizar a dureza dos espinhos, que quiseste que ficassem fora de teu paraíso! Porque tua onipotência não está longe de nós, mesmo quando nos encontramos longe de ti. Pelo menos eu deveria atender com mais diligência à voz de tuas nuvens: “Os tais sofrerão a tribulação da carne; mas eu vos poupo”; e: “Bom é ao homem não tocar em mulher”; e: “O que está sem mulher pensa nas coisas de Deus, em como há de agradar a Deus; mas o que está ligado pelo matrimônio pensa nas coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”. Essas são as vozes que eu deveria ouvir mais atento, e, eunuco pelo reino dos céus, esperaria mais feliz por teus abraços.

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