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Nessa minha meninice, pela qual se temia menos do que pela minha adolescência, eu não gostava dos estudos e odiava que me obrigassem a estudar. Contudo, era coagido, e isso era para meu bem. Quem não fazia bem era eu, que não estudava a não ser obrigado, pois ninguém faz bem o que faz contra vontade, mesmo que seja bom o que faz. Tampouco os que me obrigavam a estudar agiam corretamente; antes, todo o bem que eu recebia me vinha de ti, meu Deus, porque eles não tinham outro fim ao me obrigarem a estudar senão saciar os apetites insaciáveis de abundante miséria e de ignominiosa glória. Mas tu, Senhor, que tens contados os cabelos de nossa cabeça, usavas do erro de todos os que me coagiam a estudar para minha utilidade e do meu não querer estudar para meu castigo, de que certamente não era indigno, sendo ainda tão pequeno, e tão grande pecador. Assim, por meio dos que não faziam bem, tu me fazias bem, e de mim mesmo, que pecava, me davas justa retribuição, porque tu ordenaste, e assim é, que toda alma desordenada seja castigo de si mesma.

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