Mas, quisera saber, meu Deus, suplico-te, se te apraz, por que motivo se diferiu então meu batismo; se foi ou não para meu bem que me soltaram, por assim dizer, as rédeas do pecado. Por que razão ainda hoje se diz de uns e de outros, como ouvimos em muitos lugares: “Deixe que faça o que quiser, porque ainda não está batizado”, embora não digamos da saúde do corpo: “Deixe que receba ainda mais feridas, porque ainda não está curado”? Quanto melhor teria sido para mim receber logo a saúde, e que meus cuidados e os dos meus fossem empregados em conservar intacta debaixo de tua proteção a saúde de minha alma, que me havias concedido! Melhor fora, por certo; porém, como minha mãe, sem dúvida, já previa quantas e quão grandes ondas de tentações me ameaçariam depois da meninice, preferiu expor-me a elas como terra grosseira que depois receberia forma, a expor-me já como imagem tua.
Remover destaque