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Das observações anteriores, podemos concluir que o ser — aquilo mesmo fora do qual nada há e que deve ser definido como um em si, ou como um si, isto é, como uma suficiência perfeita — deve ser concebido como um ato. Só podemos, porém, caracterizá-lo como interior a si e, recorrendo a uma linguagem temporal, como criador de si, se o concebemos como um ato de pensamento puro; pois, de outro modo, seu ser, cego e passivo, não passaria de uma coisa e só existiria em relação a outro ato que, ele próprio, fosse capaz de pô-lo como coisa. Pois tudo aquilo de que podemos dizer que é deve ser posto em relação a esse ato. Sem ele, nada poderia subsistir; ele é, verdadeiramente, o ser de todas as coisas. Vemos que, ao atribuir ao ser a menor limitação, delimitamos um de seus modos, isto é, um de seus aspectos ou uma de suas manifestações. O ser desse modo só pode ser o próprio ato cuja infinitude ele exprime juntamente com todos os demais modos. Essa infinitude significa suficiência.

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