Seu Ivo apareceu aqui em casa faminto, meio nu e meio bêbedo, como sempre. Enquanto Vitória lhe preparava a comida, fez-me um presente:
“Está aqui, seu Luisinho, que eu lhe trouxe.”
E pôs em cima da mesa uma peça de corda.
“Para que me serve isso, seu Ivo? Onde foi que você furtou isso?”
“Não furtei não, seu Luisinho, achei na rua. Guarde para o senhor. É bonitinha.”
E entregou-se ao prato que Vitória lhe ofereceu.
“Muito obrigado, seu Ivo.”
Aproximei-me da mesa, desenrolei a peça de corda. Mas, com um estremecimento, larguei-a e meti as mãos nos bolsos, indignado com o caboclo:
“Retire isso daí, seu Ivo. Que diabo de lembrança idiota foi essa?”
O homem espantou-se:
“Por quê? Guarde, seu Luisinho. É dada de bom coração. Serve para armar rede.”
Pensei na rede onde Marina descansava à noite e que me roubava o sono, ringindo nos armadores.
“Não quero. Tire isso depressa.”
Evitava dizer o nome da coisa que ali estava em cima da mesa, junto ao prato de seu Ivo. Parecia-me que, se pronunciasse o nome, uma parte das minhas preocupações se revelaria. Enquanto estivera dobrada, não tinha semelhança com o objeto que me perseguia. Era um rolo pequeno, inofensivo. Logo que se desenroscara, dera-me um choque violento, fizera-me recuar tremendo. Antes de refletir, tive a impressão de que aquilo me ia amarrar ou morder.
Lembrei-me de Chico Cobra, um curandeiro que na vila andava sempre com um cabaço cheio de jararacas. Quando Chico Cobra matou um homem na feira, entrou na mata, fez um rancho de palha e cercou-se de surucucus e outros viventes semelhantes. Todas as diligências da polícia para prendê-lo falharam. Nunca ninguém chegou ao rancho do criminoso: à distância de quinhentas braças o que se via eram barrocas com enormes rodilhas de serpentes.
Desejei insultar seu Ivo. Pareceu-me que ele tinha vindo aqui mangar de mim. Não era justo. Empurrava a porta, entrava sem vergonha, nunca lhe faltou a boia. Zombar de mim! Não me contive:
“Caboclo safado, mal-agradecido.”
Seu Ivo olhou-me com assombro:
“Oh! xente!”
Acanhei-me. Dizendo tolices.
“Está bem. Não discutamos.”
Entrei a caminhar de uma parede a outra, mas como numa das viagens batia com a biqueira do sapato no cano de água, desisti do exercício e pus-me a andar em torno da mesa, descrevendo círculos que pouco a pouco se reduziam. Afinal ia quase tocando as cadeiras, e isto me dava a impressão de que seu Ivo e a mesa estavam sendo amarrados. Sentei-me. O horror que a corda me inspirava foi diminuindo, mas o desconchavo nos meus modos e nas minhas ideias continuou. Pareceu-me que uma das ideias estava ali em cima da mesa, simulando laçadas e espirais. Isto era tão burlesco, tão extravagante, que me veio de repente um acesso besta de hilaridade que espantou seu Ivo. O conjunto daquelas voltas emaranhadas formava um molho no centro da mesa e tinha feição vagamente arredondada. Com um pouco de esforço podia admitir-se que fosse redondo, mais ou menos redondo, comparável a uma cabeça chata feita de curvas caprichosas que se torciam como tripas. Pensei em circunvoluções cerebrais, levantei-me e fui beber um gole de aguardente. Voltei a sentar-me. Continuava a rir, mas sem vontade de rir. Seu Ivo arregalou os olhos, e isto me paralisou o riso idiota. Sentindo-me fiscalizado, reprimi aquela manifestação ruidosa. Acalmei-me, aparentemente. Nem riso nervoso nem raiva despropositada. Toda a minha atenção se concentrava no molho confuso de anéis que ali estava em cima da mesa.
“Coma descansado.”
Seu Ivo comeu tudo, Vitória retirou o prato. Bebi mais um pouco de aguardente e fiquei arriado na cadeira, as mãos esquecidas na toalha coberta de manchas, olhando a corda.
Recordei-me da morte de Fabrício, amigo e compadre de meu pai. Nunca tinha visto um homem assassinado. Assoando-se e gemendo sentada na prensa de farinha que apodrecia no quintal, Quitéria falava de Fabrício como de uma criatura extraordinária, narrava façanhas maravilhosas dele. Rosenda escutava-a com interjeições, eu pensava em José Baía. Mais tarde fugi de casa e cheguei-me à cadeia pública, onde o corpo de Fabrício estava exposto, o tronco nu, os olhos vidrados. Esse cangaceiro tornou-se para mim excessivamente grande, e nenhum dos defuntos que encontrei depois, na vida e em livros, foi como ele. Comparei a Fabrício mortos ilustres, e Fabrício resistiu à comparação, porque foi o primeiro homem assassinado que vi, teve os elogios de Quitéria e era compadre de meu pai. No jornal, consertando a sintaxe na revisão ou escrevendo notas de polícia, quantos cadáveres passaram diante de mim! Nenhum deixou mossa. Fabrício estava nu da cintura para cima, cosido de facadas, era horrível. Passei várias noites sem dormir direito, acordando agoniado e aos gritos. O segundo homem assassinado que vi impressionou-me, mas não me tirou o sono. Depois me habituei.
Seu Ivo pediu uma pinga. Enchi um cálice para ele, outro para mim.
“À sua saúde, seu Luisinho.”
Foi acocorar-se e cochilar encostado à parede, junto ao cano de água. Sentei-me outra vez à mesa, o braço sobre a toalha, a mão perto da corda. Estava meio entorpecido, as pálpebras pesadas. Os armadores na casa vizinha rangiam. Seu Ivo tinha dito: “Guarde, seu Luisinho. Dá para armar rede”. Avancei os dedos em direção aos anéis, mas quando ia tocá-los, um se desfez e bateu-me na mão como coisa viva.
Marina, enjoada e abatida, embalava-se para esquecer a desgraça. O barulho dos armadores lembrou-me o tempo em que ela me endoidecia com risadas e cantigas. A compaixão que eu havia sentido alguns dias antes esmoreceu. Encolerizei-me e disse-lhe mentalmente toda sorte de nomes feios. Levantei-me, bati na mesa, e as voltas da corda tremeram. Olhei com desgosto os olhos sem brilho de seu Ivo.
Defuntos não me comovem. Na vila apareciam muitas pessoas acabadas a tiro e a faca. Habituei-me a vê-las de perto. Por fim não me produziam nenhum abalo. Quando a rede apontava na extremidade da rua, os punhos amarrados num pau que dois caboclos aguentavam nos ombros, eu saltava para a calçada, curioso de ver a cor do pano que vinha em cima. Se era branco, o cortejo passava perto de mim, entrava no beco, dobrava o Cavalo-Morto e seguia para o cemitério. Isto não me despertava interesse. As redes que transportavam indivíduos mortos em desgraça eram cobertas de vermelho e iam pelo outro lado da praça, dirigiam-se à cadeia. Escapulia-me. Nenhum constrangimento. Tornei-me insensível. Cinquenta estocadas no peito e na barriga! Muito bem.
Agora estava ali com medo de pegar numa corda.
“Você já matou gente, seu Ivo?”
O caboclo abriu os olhos, espantado:
“Eu? Deus me livre. Dou pra isso não, seu Luisinho. Nunca matei um pinto.”
“Mas tem tido vontade, não?”
“Deixe de história, seu Luisinho. Isso é conversa?”
Pus-me a rir de novo, esfregando as mãos. De repente o riso se imobilizou, e fiquei em pé diante de seu Ivo, com as mãos postas, engasgado.
Às vezes, horas depois de entrar na vila a rede coberta de vermelho, uma tropa de cachimbos invadia a praça, conduzindo o criminoso amarrado. Os cachimbos falavam alto e mostravam, cheios de suficiência, facões e lazarinas; o matador tinha os braços presos, da barriga para cima estava todo embirado de cordas. A gente se alvoroçava. Os tabuleiros de gamão ficavam abandonados nos tamboretes. Seu Acrísio, quase cego, batia com o cajado no chão e pedia explicações às paredes. O doutor juiz de direito, que mentia demais, contava casos do Amazonas. Como o Amazonas era longe e ninguém ia apurar a veracidade das narrações, o doutor juiz de direito mentia à vontade. Seu Batista saía de casa vestido em robe de chambre. André Laerte, com os bigodes tesos como um gato, andava à pressa, sem rumor, como um gato. Padre Inácio sacudia o guarda-chuva e gritava: “Canalha! Raça de cachorro com porco!”. Cabo José da Luz, banzeiro, arrastava a importância, marchava para a cadeia, bambo, os passos lerdos, o cinturão frouxo, cantando baixinho: “Assentei praça. Na polícia eu vivo…”. E o criminoso, pisando com força, atravessava o quadro, a cabeça erguida, a testa cortada de rugas, o olhar feroz, trombudo, impando de orgulho. Algumas horas depois estaria acocorado a um canto da prisão, sem vontade, como seu Ivo. Mas ali, diante dos curiosos que se empurravam, representava o papel de bicho: franzia as ventas, mordia os beiços, dava puxões na corda e grunhia. Olhavam para ele com admiração, e os cachimbos se envaideciam por havê-lo pegado vivo. Rosenda pasmava.
“Estamos costumados a amansar brabo, minha negra.”
O carcereiro balançava as chaves, e o delegado dava encontrões no povo, carrancudo, quase tão importante como o preso. As três mulheres velhas que pareciam formigas chegavam à janela, em seguida escondiam-se precipitadamente. Seu Filipe Benigno alisava a barba e gastava palavras difíceis e compridas. O povaréu se apertava na calçada da cadeia. Os cachimbos iam matar o bicho no balcão de Teotoninho Sabiá. E o criminoso, entregue à polícia, furava a multidão, entrava no corpo da guarda, preto de poeira e azeitado de suor. Na escuridão do cárcere, depois que a chave tilintava na fechadura da grade, o juiz da cadeia recebia os duzentos réis do torno e desfazia os laços que deslocavam os ossos, entravam na carne do homem. Um ladrão de cavalos seria maltratado, aguentaria facão, de joelhos, nu da barriga para cima, um soldado segurando-lhe o braço direito e batendo-lhe no peito, outro segurando o braço esquerdo e batendo nas costas. Depois os presos se aproximariam, camaradas, de repente lhe afastariam as pernas. O corpo cairia na pedra negra, suja de escarros, sangue, pus e lama. O cipó de boi chiaria no ar, cortaria o lombo descoberto. Mas isto era com os ladrões, os vagabundos, os autores de delitos miúdos. Um criminoso de morte era diferente, merecia consideração. Quando ele chegava à calçada, toda gente se espremia, abrindo caminho, e os olhos se arregalavam num pasmo quase religioso, mistura de aprovação e medo. Na presença da personagem havia silêncio. Depois vinham as conversas cochichadas em que se exagerava o feito. As ações de outros criminosos empalideciam. Aquele, sim, era turuna. Contavam-se as facadas ou os tiros. Nas tarimbas sujas os soldados bocejavam, fartos de sangue. O sujeito representava o seu papel de brabo, a cara enferrujada, escuro de poeira e molhado de suor. Eu procurava descobrir nele semelhança com o meu amigo José Baía.
Vitória retirou o prato e limpou a toalha. Com uma sacudidela que deu, a corda se espalhou e ficou ocupando quase metade da mesa. Vitória foi sentar-se à porta da cozinha, desdobrou o jornal. Uma das voltas da corda parecia um desses laços que as crianças fazem com um cordão nas calçadas. A gente põe o dedo no meio e aposta, o parceiro puxa as extremidades do cordão. Quando o dedo fica preso, a gente ganha. Se eu pusesse o dedo naquele círculo que ali estava junto a uma nódoa de café, o dedo ficaria preso? Caso ficasse, que iria acontecer?
Pensei em Amaro vaqueiro e em seu Evaristo. Trepado no mourão do curral, Amaro passava uma hora aboiando.
“Vou laçar a novilha careta.”
E a corda de couro girava. Na extremidade o laço ia acima e vinha abaixo. Na escola de seu Antônio Justino, decorando a geografia, eu comparava Amaro vaqueiro ao Sol. Amaro vaqueiro era uma espécie de Sol trepado num mourão. O laço que girava em redor dele era a Terra. De repente essa Terra esquisita caía sobre a novilha careta e prendia-lhe os chifres. Quando havia poucas reses, o exercício era brincadeira. Mas em tempo de pega o curral se enchia, os cornos se chocavam, e mal se distinguia a cabeça do animal visado.
O laço rodava no ar uma eternidade, descia, passava perto do alvo, tornava a subir. Amaro aboiava, e os animais agitavam-se, batendo as pontas. Sentado no último pau da porteira, eu tinha o coração aos baques e torcia desesperadamente. As minhas mãos umedeciam-se de suor. Por que era que Amaro não acabava logo aquilo? Subitamente o aboio estacava, o laço caía, o zunido da corda continuava um instante no ouvido da gente. O animal estava preso.
Seu Evaristo sofria necessidades. Tinha vivido em boas condições, fora eleitor, jurado, dera dinheiro para festas de igreja. E as pessoas que o encontravam nas ruas da vila tocavam no chapéu.
Homem de poucas palavras, trabalhador, o sujeito mais sério do mundo. Dedicava-se a vários ofícios, era agricultor, redigia procurações e petições. Beirando os setenta, começou a vender macacos. Os olhos cansaram, a memória emperrou, os braços descarnados não tiveram força para manejar a enxada, a garlopa, o martelo de ferreiro e a tesoura de cortar metais. Seu Evaristo fabricava muitas coisas, mas não se ajeitava em nenhuma profissão. E quando a velhice chegou, sentiu-se fraco, uma tremura nos dedos, que seguravam mal o cajado. Andando, formava dois arcos: um por detrás, nas pernas, outro adiante, no peito; sentado, firmava as mãos na extremidade do cacete, e sobre as mãos, duras e peludas, de veias enormes, assentava o queixo, donde pendiam pelancas escuras que balançavam como teias de pucumã. Foi baixando, baixando, e na casinha que se escondia no fim da rua da Cruz o fogo se apagou. Nos meses compridos daqueles invernos de serra seu Evaristo e a mulher tremiam e começavam a tresvariar, porque a fome era grande. À noite andavam tropeçando nos cacarecos, pois na casa não havia candeia, olhavam a rua triste sob a chuvinha impertinente que embaçava os vidros dos lampiões esmorecidos. Apertavam-se para enganar o frio, e os moleques que passavam na calçada metiam os olhos pelos buracos das janelas e gritavam:
“Velhos imorais! Abraçados, fazendo safadeza.”
A caridade chegou: seu Filipe Benigno, André Laerte, o velho Acrísio, as três mulheres que pareciam formigas, fizeram uma subscrição — e seu Evaristo começou a receber dez mil-réis por semana. Passou-se o inverno. Plantou uma roça no quintal. E quando o feijão verde apareceu e o milho deu bonecas, mastigou uns agradecimentos e dispensou a caridade.
“Pobre orgulhoso”, disse uma das mulheres que pareciam formigas.
Rosenda e cabo José da Luz concordaram.
A safra acabou, o velho sentiu fome, olhou os quatro cantos e não encontrou amparo. Procurou trabalho, mas tinha setenta anos, e ninguém confiava nele. Um dia, com a mão na barriga, entrou na padaria de seu José Inácio.
“Uma esmola pelo amor de Deus”, cochichou.
Seu José Inácio estava aporrinhado.
“Uma esmola pelo amor de Deus”, gemeu seu Evaristo quase sem voz.
“Ora…”
Seu José Inácio gritou uma praga que ofendeu os ouvidos de seu Evaristo.
“Estou pedindo uma esmola pelo amor de Deus”, rosnou o velho espantado, sem saber que aquele despropósito era com ele.
Tinha auxiliado muito mendigo, nunca fora grosseiro. Chegava num momento em que o dono da padaria estava zangado.
“Estou pedindo uma esmola pelo amor de Deus”, repetiu baixinho.
Seu José Inácio apontou um cesto de pães dormidos e gritou brutalmente:
“Tira ali.”
Mais tarde arrependeu-se, como disse a Teotoninho Sabiá, lembrou-se de que o velho nunca havia importunado ninguém. Ainda chegou à porta para chamá-lo e pedir desculpa, mas a rua estava deserta.
Nesse dia seu Evaristo entrou em casa arrastando-se como um aleijado e deu um pão seco à companheira. Ficou uns minutos vendo-a meter as gengivas na crosta dura, em seguida avizinhou-se da parede, onde havia uma corda pendurada a um torno.
“Hum! hum!” exclamou a mulher. “Pior que mastigar chifre.”
“Com certeza”, murmurou seu Evaristo.
A mulher comeu o pão e foi deitar-se na esteira. Viu o marido passar a mão pela parede, mas como estava com a vista curta, não percebeu o que ele fazia.
“Só vi que passava a mão pela parede”, confessou no dia seguinte a André Laerte. “Virei-me na esteira e peguei no sono.”
Horas depois encontraram seu Evaristo enforcado num galho de carrapateira. Fui vê-lo, mas não tive coragem de me aproximar: fiquei de longe, olhando o corpo que balançava, os pés tocando o chão, como se estivessem preparando um salto. Eu estranhava que uma pessoa pudesse aguentar-se numa coisa tão frágil como um galho de carrapateira. Rosenda me disse que no momento em que um cristão bota o laço no pescoço o diabo monta nos ombros dele. Seu Evaristo balançava. Às vezes apareciam as costas curvadas. Outras vezes surgiam a barba branca, a língua fora da boca, os olhos abotoados, a careca, e era como se ele fosse dar um salto. Esta ideia absurda de um homem saltar depois de morto bulia comigo. Aquele defunto levantado, com os pés no chão, ameaçando-me com um salto que poderia trazê-lo para junto de mim, apavorava-me. A corda que o sustinha, apenas visível de longe, fininha como aquela que ali estava em cima da mesa, torcia-se e destorcia-se. A mulher de seu Evaristo, caduca, olhava-o, sem lágrimas.
Vitória, na cozinha, lia o jornal. Os armadores se tinham calado. Seu Ivo dormia encostado à parede, com a boca aberta. Agarrei a corda, fiz dela um bolo, meti-a no bolso. O coração batia-me desesperadamente.
“Vá para o diabo, seu Ivo”, berrei.
Seu Ivo roncava. Sacudi-o. Levantou-se e ficou inclinado, como se estivesse armando um salto.
“Vá para o diabo. Aqui amolando! Eu tenho nada com você? Suma-se.”
Seu Ivo baixou a cabeça:
“Está direito. Até logo, seu Luisinho. Deus lhe acrescente.”