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As visitas de Julião Tavares foram escasseando e a alegria ruidosa de Marina pouco a pouco desapareceu. Havia grande silêncio na casa vizinha. Seu Ramalho estava contente.

“Parece que a tonta criou juízo.”

“Acha?” perguntei incrédulo.

“É cá uma ideia. Essa gente moça desembesta e faz tolice. É o sangue. Mas um dia acerta a pisada.”

D. Adélia andava com a cara comprida e o nariz vermelho, assoando-se e soltando longos suspiros. Uma tarde encontrei Marina engulhando junto ao mamoeiro. Eram arrancos que a sacudiam toda, a faziam torcer-se agarrada ao tronco, o rosto contraído, muito descorado. Não me viu e entrou em casa cuspindo.

“Que terá ela?” disse comigo sem atinar com o motivo dos engulhos, da palidez e das cusparadas.

An! Estava feia. Bem. Estava feia demais, amarela, torcendo-se, enxugando na manga a cara molhada de suor, tentando vomitar, cuspindo à toa na roupa.

“Ótimo!”

Onde andavam os vestidos caros, as tintas, os tremeliques e os modos insolentes que escandalizavam d. Rosália? Estava ali com os músculos da cara repuxados, fechando os olhos, agitando a cabeça como uma lagartixa.

“Que diabo tem ela?”

Desgovernada, cuspindo-se.

“Ótimo! Está muito bem assim. Que se lixe.”