Que tuas obras te louvem para que te amemos, e que te amemos, para que tuas obras te louvem! Elas têm seu princípio e fim no tempo, seu nascimento e ocaso, seu progresso e decadência, sua forma e sua privação. Elas têm, portanto, sucessivamente sua manhã e sua tarde, umas de modo misterioso, outras claramente. Foram feitas por ti de nada, não de tua substância, nem de nenhuma substância estranha ou anterior a ti, mas de matéria concriada, isto é, criada por ti ao mesmo tempo. Porque sem nenhum intervalo de tempo deste forma à matéria informe. Sem dúvida, a matéria do céu e da terra é uma coisa e sua forma é outra; a matéria tu a fizeste absolutamente do nada, e a forma do mundo tu a tiraste da matéria informe. Contudo, criaste uma e outra simultaneamente, de maneira que entre a matéria e a forma não houvesse de permeio nenhum espaço de tempo.
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