Quanto às almas sedentas de ti, que aparecem diante de ti e estão separadas da sociedade do mar por outro limite, tu as regas com uma fonte oculta e doce, a fim de que a terra produza seu fruto — e a terra o produz. Submissa às tuas ordens, ó Senhor que és seu Deus, nossa alma faz brotar as obras de misericórdia, de acordo com sua espécie: ama o próximo e vem em seu auxílio nas necessidades corporais. Traz em si uma semente segundo a semelhança, porque é de nossa própria fraqueza que nasce a compaixão pelos necessitados e o impulso de socorrê-los como desejaríamos ser socorridos se tivéssemos a mesma necessidade. E isso não apenas nas coisas fáceis, como na erva que dá semente, mas também na proteção e no amparo, com força robusta, como a árvore frutífera: isto é, para arrancar da mão do poderoso aquele que sofre injustiça e oferecer-lhe o abrigo da proteção com a força robusta de um juízo justo.
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