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Não quero discutir diante de ti senão com os que concedem ser verdadeiras todas essas coisas que tua verdade não cala no íntimo de minha mente. Para os que o negam, que ladrem quanto quiserem, a ponto de não ouvirem mais a si mesmos. Tentarei persuadi-los a que se acalmem e deem acesso em seus corações à tua palavra. Se eles não o quiserem e me rejeitarem, conjuro-te, meu Deus, não te cales, não te afastes de mim. Fala com verdade em meu coração, porque só tu sabes falar assim. E que eu os deixe fora, soprando no pó e levantando terra contra seus olhos. Que eu entre em meu aposento e levante a ti cantos de amor, que gema indizivelmente, durante minha peregrinação terrestre, lembrando-me de Jerusalém, com o coração estendido para ela, ao alto — Jerusalém, minha pátria, Jerusalém, minha mãe — e para ti, que reinas sobre ela, seu pai, sua luz, seu tutor, seu esposo, suas castas e fortes delícias, sua sólida alegria, seu conjunto de todos os bens inefáveis, porque és o soberano Bem e o Bem verdadeiro. Não me apartarei mais de ti, até que, na paz dessa mãe muito amada, onde estão as primícias de meu espírito, e de onde me vêm minhas certezas, reúnas todos os elementos de minha pessoa, libertada da dispersão e da deformidade presentes, e nela me reformes e confirmes por toda a eternidade, ó meu Deus, minha misericórdia. Quanto aos que, sem negar essas verdades, respeitando tua Escritura Sagrada, obra do piedoso Moisés, e reconhecendo nela, conosco, a mais alta autoridade a seguir, contudo nos opõem certas objeções, eu lhes digo isto: “Tu, que és nosso Deus, serás juiz entre minhas confissões e suas objeções.”

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