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Que minha língua humilde confesse à tua grandeza que criaste o céu e a terra, o céu que vejo, esta terra que piso, e de onde foi tirada a terra que trago comigo. Sim, criaste tudo isso. Mas, Senhor, onde está o céu de que nos falou a voz do Salmista: “O céu do céu pertence ao Senhor, mas ele deu a terra aos filhos dos homens”? Onde está esse céu que não vemos, e em cuja comparação tudo o que vemos não passa de terra? Porque todo este mundo material, cujo fundo é a terra, embora não seja perfeitamente belo por toda parte, é revestido, até em seus últimos elementos, de uma aparência agradável. Mas, comparado com esse céu do céu, o céu de nossa terra também não passa de terra. Por isso não é absurdo chamar de terra esses dois grandes corpos, se os compararmos a esse céu misterioso que pertence ao Senhor, e não aos filhos dos homens.

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