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E, contudo, Senhor, temos consciência dos intervalos de tempo, e os comparamos entre si, e dizemos que uns são mais longos e outros mais breves. Medimos também de quanto tal duração é mais longa ou mais curta que outra qualquer; e respondemos que esta é o dobro ou o triplo de outra; que aquela é simples, ou que esta é igual àquela. Mas é o tempo que passa que medimos quando o sentimos passar. Quanto ao passado, que não existe mais, ou ao futuro, que ainda não existe, quem poderá medi-los, a menos que se ouse pretender que o nada pode ser medido? Assim, quando o tempo passa, pode ser percebido pela consciência e medido. Mas, quando já passou, não pode ser medido nem sentido, porque não existe.

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