Eis que existem o céu e a terra, que clamam que foram criados, porque se transformam e estão sujeitos a mudanças. Mas o que não foi criado, e, contudo, existe, nada há que antes não existisse; e ter algo que antes não era é justamente o que significa mudar e variar. Proclamam também que não foram criados por si mesmos: “Existimos porque fomos criados. Logo, não existíamos antes de existir, para que nos pudéssemos ter feito a nós mesmos.” E essa voz que nos fala é a voz da própria evidência. Tu és, Senhor, quem os criaste. E porque és belo, eles são belos; porque és bom, eles são bons; porque existes, eles existem. Mas não são belos, não são bons, não existem de modo perfeito como tu, seu Criador. Comparados contigo, nem são belos, nem bons, nem existem. Isso sabemos, e por isso te rendemos graças, e nossa ciência, comparada com tua ciência, é ignorância.
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