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Que tenho, pois, que ver com os homens para que ouçam minhas confissões, como se eles fossem curar todas as minhas enfermidades? Gente curiosa para conhecer a vida alheia, mas preguiçosa para corrigir a própria! Por que desejam ouvir de mim quem sou, eles que não querem ouvir de ti quem são? E como sabem, quando me ouvem falar de mim mesmo, se lhes digo a verdade, já que nenhum dos homens sabe o que se passa no homem, senão o espírito do homem que nele habita? Mas, se te ouvissem falar deles, não poderiam dizer: “O Senhor mente.” Pois que é ouvir-te falar a seu respeito senão conhecer-se a si mesmos? E quem há que, conhecendo-se, pode dizer “é falso” sem mentir? Mas porque a caridade crê em tudo — pelo menos entre corações que não são mais que um, unidos por seus laços —, por isso também eu, Senhor, me confesso a ti para que me ouçam os homens, aos quais não posso provar que falo a verdade. Mas creem-me aqueles cujos ouvidos a caridade abre para mim.

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