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Que era então o que tanto me fazia sofrer interiormente, senão a ferida recente que me havia causado o rompimento repentino de nosso dulcíssimo e caríssimo costume de viver juntos? É certo que me enchia de satisfação o testemunho que dera de mim, quando nesta sua última enfermidade, respondendo com carícias às minhas atenções, chamava-me de bom filho, e recordava com grande afeto e carinho jamais ter ouvido sair de minha boca uma só palavra dura ou injuriosa contra ela. Mas que era, meu Deus e meu Criador, o respeito que eu lhe tributava, em comparação com o devotamento de escrava com que me tratava? Por isso, porque me via privado de tão grande consolo, sentia a alma ferida, e minha vida, que formava uma só com a de minha mãe, estava como que despedaçada.

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