Eis o que me contou Ponticiano. E tu, Senhor, enquanto ele falava, me fazias voltar para mim mesmo, tirando-me de trás de minhas costas, onde eu me colocara para não me ver. Tu me colocavas diante de meu rosto para que visse como estava feio, disforme, sujo, manchado e ulceroso. Eu me via, e me enchia de horror, mas não tinha para onde fugir de mim mesmo. Se experimentava afastar de mim meu olhar, Ponticiano prosseguia com a narração, e de novo me punhas diante de mim, e me lançavas contra meus olhos, para que eu descobrisse minha iniquidade, e a odiasse. Eu bem a conhecia, mas a dissimulava, reprimia, esquecia.
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