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Mas eu, mesmo afirmando e crendo firmemente que és incorruptível, inalterável, absolutamente imutável, nosso Senhor, Deus verdadeiro, que não só és criador de nossas almas, mas de nossos corpos, e não somente de nossas almas e corpos, mas de todos os seres e de todas as coisas, ainda não tinha explicada e desatada a causa do mal. Contudo, qualquer que ela fosse, estava certo de que deveria procurá-la de modo que não me visse obrigado por sua causa a julgar mutável a um Deus imutável, porque isso seria transformar-me no que procurava. Por isso, buscava-a com segurança, certo de que não era verdade o que diziam os maniqueus, dos quais fugia com toda a alma, porque via-os em sua pesquisa sobre a origem do mal cheios de malícia, preferindo crer que tua substância era capaz de padecer o mal do que a deles ser suscetível de o cometer.

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