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Enquanto dizia isto, e se alternavam estes ventos, que impeliam meu coração de aqui para ali, o tempo passava, e eu me demorava em me converter ao Senhor, adiando de dia para dia o viver em ti, mas não adiava o morrer cada dia em mim mesmo. Amando a vida feliz, temia buscá-la em sua morada, procurando-a e fugindo dela ao mesmo tempo. Pensava que haveria de ser muito desgraçado se me visse privado das carícias da mulher, e não pensava no remédio de tua misericórdia, que cura esta enfermidade, porque não o havia experimentado ainda. Julgava que a continência é obra de nossa própria energia, energia que eu não tinha a consciência de possuir. Eu era bastante néscio para ignorar que ninguém, como está escrito, pode ser continente, se tu não o deres. E certamente o darias se eu ferisse teus ouvidos com os gemidos de minha alma, e se com fé sólida lançasse em ti meus cuidados.

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