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Não sabendo, pois, como poderia subsistir esta tua imagem no homem, eu deveria bater na porta, procurando conhecer de que modo deveria entender essa crença, em lugar de me opor insolentemente, como se ela fosse o que eu imaginava. E assim, tanto mais fortemente me roía o coração o cuidado de ter alguma certeza, tanto mais me envergonhava de ter sido o joguete dos que me haviam prometido a certeza, e por ter tagarelado, com pueril erro e animosidade, tantas coisas incertas como se fossem certas. Que eram falsas, só depois se me tornou claro. Mas já era certo que elas eram incertas, embora as tivesse julgado certas por algum tempo, quando, com minhas cegas discussões, combatia tua Igreja Católica. Embora então não a conhecesse como mestra da verdade, pelo menos sabia que não ensinava aquilo de que gravemente a acusava. Daí minha confusão e minha conversão; e alegrava-me, ó meu Deus, vendo que tua Igreja única, corpo de teu Filho único, na qual, ainda criança, me foi imposto o nome de Cristo, não gostava de bagatelas pueris, e que em sua doutrina sadia nada havia que te representasse, a ti, Criador de todas as coisas, limitado a um lugar, embora amplo e considerável, mas, enfim, limitado pela figura dos membros humanos.

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