Recebe, Senhor, o sacrifício de minhas confissões da mão de minha língua, que tu formaste e impeliste a confessar teu nome, e cura a todos os meus ossos, e que eles digam: “Senhor, quem é semelhante a ti?” Na verdade, quem a ti se confessa nada te ensina do que se passa em si, porque não há coração fechado que se possa subtrair a teu olhar, nem dureza de homem que possa repelir tua mão, antes a abrandas quando queres, ou para compadecer-te, ou para castigar; não há quem se esconda de teu calor. Mas que minha alma te louve para que te ame, e que ela confesse tuas misericórdias para que te louve. Não interrompem, nem calam teus louvores as criaturas todas do Universo, nem o espírito de todo homem, pela boca voltada para ti, nem os animais e as coisas corporais, pela boca dos que os contemplam, a fim de que nossa alma se levante de sua fraqueza para ti, apoiando-se nas coisas que fizeste e passando além delas até ti, que maravilhosamente as fizeste; e ali estão o refrigério e a verdadeira fortaleza.
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